Confidente Kensuke

Postado em Volume 1 - Confidente Keisuke em 13/10/2009 por Kadoya Akira

“Kensuke!! Você está bem?!?!”
Chego correndo até ele e o socorro, segurando-o no colo.
“Tudo bem?!?! Não está machucado?!?!”

“Aquela garota… fica se metendo no assunto dos outros… Não acredito que ela teve a coragem de fazer isso com você!!!!”
“Da próxima vez que eu encontra-la ela vai se ver comigo!!”

“Pessoas como ela têm que morrer…”

Capítulo 5

Postado em Volume 1 - Confidente Keisuke em 08/10/2009 por Kadoya Akira

Logo no meio do caminho para a sala de música, em um corredor que normalmente se encontra vazio e silencioso, notamos a silhueta de duas garotas bem adiante de nós, que provavelmente estão conversando. Mas a medida que nos aproximamos mais, mais ficamos assustadas com o real acontecimento: uma delas está enforcando a outra.

Instantaneamente disparo correndo em direção à elas, e assim que me aproximo agarro o braço da agressora, mandando que ela solte a garota.

Mas, por incrível que pareça, ela me ignora e continua a enforcar.

Por desespero tento puxar os dedos de sua mão um a um, mas estava muito difícil: a força dela é incrível, muito maior do que de uma pessoa comum. E sua concentração inabalável também é incrível. Expressava um sorriso maquiavélico medonho.
Então eis que resolvo apelar para força bruta fazendo uso de minha mão esquerda, que é bem mais forte do que minha mão direita. O tempo fica cada vez mais curto.
… e parece que está dando certo!!

De repente sinto algo tocando e subindo pelo meu braço. Por instinto jogo para longe, seja lá o que quer que esteja subindo.

Finalmente consigo fazer a agressora soltar a garganta da garota, e rapidamente a jogo para a parede. Ela parece estar atordoada.
Viro-me para a garota que estava sendo enforcada para ver se está tudo bem com ela. Hanami, ofegante, finalmente chega para socorrê-la. Espero que esteja tudo bem com ela.
E então volto a encarar a agressora, Kuroki Shizune, que parece estar num misto de assustada e frustrada, com os olhos ardendo em raiva. Mas de repente muda a expressão para aflita, e passa a se apalpar e a olhar em volta desesperadamente como se tivesse perdido algo importante.
Daí ela fixa o olhar ao fundo, bem distante de nós, como se tivesse encontrado finalmente aquilo que tanto procurava…

“KEISUKE!!!”

… e sai correndo pelo corredor.

Melhor aproveitarmos a oportunidade para nos afastarmos dela o mais rápido possível, antes de tudo voltar a acontecer novamente. Chamo Hanami, seguro a outra garota caída, e saímos correndo na direção oposta a da garota louca, descendo as escadas desesperadamente a caminho da enfermaria.

“Ayaka!! ha… ha… “
Hanami tenta falar, mas parece ter perdido o fôlego.
“Será que poderia correr um pouco mais devagar? Eu nem consigo acompanhá-la direito!”
“Ah! Desculpe!” – será que corro tão rápido assim?
“E como ela está?”
Depois de recuperar o fôlego Hanami me responde apreensiva:
“Apesar das marcas no pescoço ela está bem. Só está inconsciente, e provavelmente ficará com dificuldades para respirar por um tempo.”
“Que bom!” – me sinto aliviada pela notícia.
Daí mudamos nossa conversa para a outra garota, Kuroki.
“Mas o que há com aquela garota?! Pra sair por aí enforcando os outros assim no meio da escola?!?! Só pode ser louca!!”
Pensando um pouco, respondo seriamente:
“Não sei, mas precisamos fazer uma visita a ela esta noite ainda.”

Capítulo 4

Postado em Volume 1 - Confidente Keisuke em 24/09/2009 por Kadoya Akira

“Ela se chama Kuroki Shizune-san, 14 anos, tipo sangüíneo A, e é da sala 1-X, 2 anos abaixo de nós.”

A velocidade e precisão com que Hanami conseguiu todas as informações sobre a garota me impressionam.

“Uau! Hanami, você é incrível!”

“Hehe! Não há nada na escola que eu não saiba.”

Modesta…

Ela sempre me impressiona, desde estudos, esportes, até mesmo qualquer tipo de informação.

“E o que mais descobriu sobre ela?”

“Ela é de uma família bem rica, e parece que não se dá bem com as garotas da sala dela.”

“Não é à toa que tinha uma aura tão carregada. Deve guardar rancor de todo mundo.”

“E tem mais: parece que seu namorado morreu a 3 meses atrás.”

Fico espantada com a notícia!

“Morreu?! Morreu como?!”

“Morreu em um acidente de trânsito.”



Essas palavras me chocam, e fico com pena dela. Algo tão trágico acontecendo com uma pessoa tão nova como ela…(não que eu seja velha mas…)

Mas as palavras da garota Kuroki daquela hora ainda ecoam na minha cabeça… É como se fossem um prelúdio para algo que está para acontecer em breve.



“… Ayaka, está me ouvindo?”

“ah… Ah sim, me desculpe Hanami. Tava pensando nela.”

“Tem algo te incomodando?”

“É sobre aquelas palavras sobre ‘morrer’… não consigo tirar da minha cabeça.”

“Se está tão preocupada então vamos atrás dela depois das aulas.”

Ela parece alegre e determinada com a idéia.

“Tem razão. Vamos sim.”



… mas algo me dizia que ir atrás dela não será bom…







Acabando as aulas do dia saímos rapidamente direto para a sala da turma 1-X para encontrarmos Kuroki Shizune.

“Com licença. Nós somos da sala 3-Y, e gostaríamos de falar com Kuroki Shizune-san, por favor.”

A garota da sala que nos atende parece um tanto surpresa pelo nosso pedido, mas por respeito às suas veteranas ela procura prontamente por Kuroki Shizune mas…

“Aparentemente ela não se encontra na sala neste momento. Provavelmente saiu mais cedo.”

“Muito obrigada, e desculpe por incomodá-la.”

“Não, desculpe eu.”



Prontas para irmos embora sem encontrarmos a pessoa que buscávamos rapidamente outra garota da turma se aproxima de nós. Parece que ouviu nossa conversa.

“Estão atrás da Kuroki Shizune-chan né? Ela saiu agora a pouco. E parecia estar atrás da Tomoda Chikane-chan, do clube de musica.”

Reanimadas com a notícia agradecemos e saímos rapidamente em direção à sala de música antes que algo aconteça.

Capítulo 3

Postado em Volume 1 - Confidente Keisuke em 18/09/2009 por Kadoya Akira

“Marcas de mordida nos corpos?!?!”

Hanami fica assustada com o que contei sobre o caso enquanto discutimos no meio do intervalo das aulas.

“Será que não passou pela cabeça dele que poderia ser de um cachorro ou um gato?!?!”

Fico pensando um pouco na pergunta dela…

“Acho que não hein. Na cabeça dele algo incomum sem solução só pode envolver magia. É um louco”

“E mesmo assim resolve ajuda-lo do mesmo jeito?!?! Sabe muito bem que ele só está usando você!!”

Essa pergunta me abala um pouco, mas…

“Não tenho outra escolha. Ele é o único que pode me dar informações sobre ele.”

“Ainda está atrás dele?”

“Sim… Preciso encontrá-lo de qualquer jeito.”

“Então você abana o rabo lealmente para qualquer um só porque essa pessoa a alimenta? Que patético.”

Essa pessoa, cuja voz calma de tom sempre irônico, encontra sempre um jeito de me irritar. Junto com o fato dele sempre surgir do nada em qualquer lugar me faz ter um ódio mortal! Isso me irrita cada vez mais!!

“O que está fazendo aqui? Veio só pra rir de mim hein?”

Ele, com sua língua venenosa, responde:

“Sim, estou aqui para isso mesmo. Gosto de apreciar sua cara de brava.”

“Você é o pior!”

“Uau! Que lindo!! Quem é esse gato Ayaka?Hein? Hein?”

Ela parece espantada e maravilhada com a presença dele ao invés de assustada. O estilo europeu elegante sempre bem arrumado e bem composto dele realmente mexe com qualquer garota, inclusive comigo, mas sua língua afiada consegue me irritar muito além.

“Ele é o Isaak. É um estrangeiro mala que fica me seguindo o tempo todo.”

De repente me vem à cabeça as lembranças do mês passado, quando ele me abraçou para me proteger. E essas lembranças me deixam vermelha e encabulada.

“Sabia que você fica uma gracinha com seu rosto todo vermelho e encabulada?”

Essa fala foi o fim!

“Suma da minha frente agora mesmo! Não quero mais saber de você por perto!!!”

Ele realmente sabe como me irritar! Eu o odeio do fundo do meu coração!!

Mas ele, ao invés de parecer abalado, mantém o tom calmo de sua voz e continua a responder normalmente.

“Que pena. Logo agora que descobri novas pistas sobre ele e queria tanto contar para você…”

Essas palavras mágicas me chamaram a atenção na hora.

“Venha aqui e conte tudo agora!”

“Mas que garota indecisa. Não sabe se me quer longe ou pertinho.”

Essa foi a gota d´agua.

Vôo e agarro com força a garganta dele com a minha mão esquerda.

Issak, sem nem ao menos mudar a expressão, não parece estar nem um pouco intimidado com minha ação.

“Você sabe muito bem que isso não funciona comigo garota.”

“Será mesmo? Você é sólido, e eu consigo segura-lo. Isso é tudo que me importa!”

Nossos olhos fixam um no outro, esperando que o outro hesite.

E essa guerra fria fica cada vez mais tensa…

Até que uma garota passa ao nosso lado.

Ela parece uma daquelas bonecas delicadas, com aparência frágil, belo e longo cabelo bem cuidado, segurando firme um grande urso de pelúcia. Até parece uma daquelas garotas-modelo de revistas infantis.

…só que algo dentro de mim dizia que há algo errado, que eu deveria ficar longe dela.

E então escuto ela murmurar baixinho palavras que me chocaram:

“…pessoas como ela tem que morrer.”

Ouvir essas palavras de uma garotinha aristocrata de aparência inocente me deixou chocada! Me dá vontade de ir atrás dela e lhe dar um bronca, mas meu corpo não se move. É como se ele estivesse me avisando para que eu não chegue perto dela.

“A aura negativa dela é muito mais forte do que de uma pessoa normal. Dá até para notar claramente.”

As palavras de Isaak me tocam profundamente.

O que uma garota normal com pensamentos tão negativos seria capaz de fazer?

Quanto mais eu penso nisso mais fico assustada com essa idéia.

Capítulo 2

Postado em Volume 1 - Confidente Keisuke em 04/09/2009 por Kadoya Akira

“Está atrasada!”

Ela faz soar como se eu tivesse atrasada para um encontro.

“Atrasei só 30 minutos. A culpa é toda dele!” aponto para Ishiki.

“Que feio hein senhor policial! Fazer uma dama esperar tanto desse jeito hein!” ela fala encarando-o com uma cara brava.

“Só estou cumprindo com meu dever. Se puder me dar licença…” e ele sai ignorando-a, provavelmente de volta à cena do crime… ou não. Vai saber…

Como se fosse uma namorada ciumenta, Hanami pega pelo meu braço e me puxa para dentro da casa dela.

“Como está seu braço? Já está melhor?” ela pergunta com curiosidade e preocupação.

“Não está doendo, mas ainda tem me incomodado um pouco. Às vezes dá vontade de coçá-lo.”

“Que horrível né… Se não tivesse acontecido aquilo com você, não teria que passar por isso tudo agora…” e ela me olha com um olhar triste…

“Agora que já foi não adianta mais pensar no que poderia ter sido. E ganhei umas habilidades novas até que úteis por causa dele.” Acabo falando qualquer coisa só para quebrar o clima pesado… mas acho que não ajudou muito.

“Tem sentido aqueles impulsos que nem no mês passado?” – doutor me pergunta após terminar os exames.

“De vez em quando. Mas só quando estou comendo algo mais duro, que preciso mastigar com mais força. Normalmente não sinto nada.”

“Hm…” e ele faz uma cara de pensativo.

“Você está bem melhor do que da última vez. Acho que dentro de 2 ou 3 meses já estará totalmente recuperada, como se não tivesse acontecido nada.”

Escutar essas palavras me animam, apesar de saber que, mesmo que eu me recupere, jamais voltarei a parecer uma pessoa normal como antes.

“Muito obrigada por tudo, e desculpe por todo o tratamento.”

“Você tem licença de mago né?” Hanami me pergunta curiosa. “Eu queria tirar uma também…”

“Sim, eu tenho. Ishiki me forçou a tirar uma no começo do ano. Só que é para mago juvenil.”

Estranhando o que falei ela pergunta “Mago juvenil? Como assim?”

“Todos os magos entre 15 e 20 anos que possuem licença são considerados magos juvenis. Só acima de 20 anos poderão ser considerados magos adultos.”

Ela ficou bastante admirada, mas estranhou minha falta de empolgação.

E eis então que Hanami faz a fatídica pergunta de todo curioso:

“Mas se você tem licença, não significa que pode usar seus poderes à vontade por aí?”

“Não é assim que funciona Hanami. Todo mago juvenil só pode usar seus poderes somente se tiver um mago responsável acompanhando. Senão os dois podem ser presos por uso indevido de magia.”

Ela ficou assustada.

“E quem que é seu responsável?! Seu pai?!”

“Não, é o Ishiki.”

Nós duas pensamos nisso com cara de desgosto.

“Oh! Ayaka-chan!” ouvimos a voz de alguém que acabou de chegar entrando na sala.

E então a figura do Souji surge pela entrada.

“Chegou faz tempo?”

“Sim. Vim fazer o check up apenas. E você? Estava treinando até agora?”

Ele, feliz com a pergunta, responde radiantemente:

“Sim! Nós nos dedicamos aos treinos, mesmo de sábado! Teremos campeonato de outono no mês que vem já!”

“Mesmo? Então se empenhe bem nos treinos.” respondo automaticamente por respeito.

“Sim! Eu me esforçarei!” respondendo como se fosse para um superior.

.. ele me parece bem feliz e energético agora. Será algo que eu falei, ou teve algo bom lá no treino?

“É assim que se fala senhor capitão Souji!” Hanami fala radiantemente.

Impressão minha ou senti um tom de sarcasmo na fala?

“Por que não me chama de onii-chan como toda irmã mais nova hein Hanami?” ele parece mais incomodado com esse detalhe do que com o sarcasmo dela.

“Então faça por merecer senhor irmão.”

“Isso não parece nada bonitinho vindo de uma pessoa como você.”

“MAS O QUÊ?!?!” ela voa em cima dele e agarra seu braço.

“Repita o que acabou de falar!!” Hanami parece irritada.

“Isso que está fazendo não parece nada feminino sua monstra.” e ele profere as palavras proibidas.

Após uma seqüência de golpes Souji é jogado no canto como se estivesse morto.

Por que todos os homens são tão idiotas assim?

“Patético.” Falo para os restos dele, enquanto me preparo para voltar para casa.

Capítulo 1

Postado em Volume 1 - Confidente Keisuke em 30/08/2009 por Kadoya Akira

Ah! Manhã de sábado!! Não tenho que me preocupar em acordar cedo hoje!

…ao menos normalmente eu não precisaria me preocupar com nada se hoje não fosse dia de check up. Não que a consulta em si seja ruim ou desagradável, mas só o simples fato de estar indo visitar o médico para verificarem seu corpo é uma idéia que está longe de ser agradável. Ninguém gosta disso, mas fazer o que. Não tenho outra escolha.

Ao chegar na bancada noto que minha mãe, como sempre, deixou o café da manhã pronto desde cedo, e provavelmente deve voltar tarde, como sempre. Trabalhar num escritório de marketing deve ser puxado mesmo.

Não que eu esteja me queixando dela trabalhar arduamente para nos sustentar, pois graças a isso temos tudo em casa, mas bem que ela podia ficar mais tempo em casa, para que possamos ficar mais tempo como mãe e filha. Mas é assim que funciona o que os adultos chamam de “sociedade”.

“Hm… hoje é estilo ocidental.” penso ao reparar nos ovos e bacons.

Provavelmente hoje é dia da mamãe lidar com americanos ou algo assim.

Assim que termino meu café, enquanto tomava achocolatado, alguém toca a campainha. Que raiva.

Mas quem tocaria a campainha de casa a esta hora?!?!

… pensando bem, é provável que seja…

Então eis que escuto aquela voz forte e desleixada dele.

“Ei Ayaka, tá aí?!?! Preciso que venha comigo agora!!”

Logo pela manhã me aparece o detetive Ishiki Shouichi. Isso torna o dia definitivamente ruim.

“Corpos de dois rapazes foram encontrados em um beco perto do centro comercial nesta manhã. Parece foram enforcados até a morte.”

Vejo vários policiais cercando o lugar. Mas não parecem ter tantos curiosos assim. Devem ter se acostumado com essa cena já.

“Tá, e o que isso tem a ver comigo?” eu o questiono.

“Foram encontradas marcas de unhas nos dois corpos. Imaginamos que pertençam a uma mulher.”

“E você acha que eu conheço alguma garota forte e violenta assim que poderia ter feito isso? Esqueça! Não conheço tanta gente assim na cidade pra poder dizer algo.”

E ele continua o relatório:

“Em um dos corpos foram encontradas marcas de mordidas. Pelo formato e profundidade não parecem pertencer a um humano comum.”

Penso um pouco… e fico brava com o que pensei.

“Então você acha que tenho cara de detector de criaturas mágicas?!?! E me trouxe só para descobrir o culpado?!?!”

“Isso mesmo!” ele ainda me responde na cara de pau.

Mesmo inconformada não posso negar o pedido dele.

Idiota. Fica me usando desse jeito.

Antes de tudo inspiro profundamente… e então…

Tusso forte. O cheiro deste lugar é insuportável, ainda mais pra mim.

“Não dá! Não tem como eu sentir algo num lugar como este!”

Desapontado, Shouichi me oferece carona de volta para casa, deixando a cena do crime para os profissionais(não que ele não seja, mas esse seu jeito tão folgado não me dá a impressão de alguém sério).

…só que meu destino não é minha casa, mas sim a casa de Touzaki, pra fazer o check up.

Confidente Keisuke

Postado em Volume 1 - Confidente Keisuke em 30/08/2009 por Kadoya Akira

“Ueh! São 6 horas já?!” – tomo um susto ao ver que fiquei tempo demais vendo os bichinhos de pelúcia na vitrine daquela loja. Meus pais vão ficar furiosos comigo por chegar tão tarde assim em casa.

“Tenho que voltar rápido!!”

“Kyah!!” Alguém levantou minha saia!

Quando viro pra ver quem foi o desgraçado que fez isso vejo que são 2 homens mais velhos do que eu, os dois vestindo roupas tão largas e desarrumadas, me olhando da cabeça aos pés com cara de tarados, avaliando cada parte do meu corpo. Não sei se fico com raiva ou vergonha.

“Que gatinha! Até que tem um corpinho legal, apesar de meio magrinha”

“Fica carregando um ursinho de pelúcia por aí! Até parece uma criança!”

Rindo alto, os dois tarados vão embora. E minha raiva só aumenta.

Tem tantos homens idiotas por aí. Esse tipo de gente me deixa louca de raiva.

“Queria que pessoas assim morressem!”